No Cash

Não aceitamos dinheiro
Mobile Transactions Org

Parece que pouco a pouco, nos países mais desenvolvidos, esta vai ser a tendência. No Reino Unido, por exemplo, o comerciante pode se recusar a receber pagamentos em dinheiro.

No Brasil, segundo o Código de Defesa do Consumidor,  artigo 39, inciso IX, é proibido recusar o pagamento em moeda corrente nacional. O lojista pode se recusar a aceitar cartões de débito, credito e cheques, desde que o aviso esteja visível e o consumidor seja informado previamente.

Com mais de 45 milhões de pessoas não bancarizadas em 2019 segundo o Instituto Locomotiva, movimentando anualmente cerca de R$ 817 bilhões na economia, numa situação onde dinheiro ainda é a forma de pagamento mais comum para os setores mais pobres e o cheque é uma moeda paralela no mercado informal, os pagamentos digitais ainda terão um significativo ativo espaço para crescer.

O pagamento do Auxílio Emergencial revelou um contingente de mais 60 milhões de pessoas que nem apareciam nas estatísticas oficiais. O auxilio emergencial foi pago majoritariamente por meio de saques nas agências e agentes autorizados ou transferências bancárias.

A novidade em direção à digitalização foi o aplicativo Caixa Tem, que permite os pagamentos via QR Code e por um cartão virtual de débito.

Os cartões continuam sendo um meio de pagamento importante, com destaque para os cartões pré-pagos, que segundo a ABECS cresceram 145,6%, representando R$ 18 bilhões em transações. Em 2020, o destaque foi para os pagamentos por aproximação (cartões contactless e transações NFC):

Volume de pagamentos por aproximação
Fonte: ABECS

Parte significativa deste volume foi devido ao crescimento do e-commerce durante a pandemia do Covid-19. Ainda segundo a ABECS, o volume de compras não presenciais atingiu R$ 126,2 bilhões, representando um crescimento de 49,3% em relação ao ano anterior.

Transações e-commerce
Fonte: ABECS

Como estrela do momento e apontando para o futuro do Open Banking, o PIX demonstra todo seu potencial.

PIX
Marca definida pelo BC para o sistema de pagamentos instantâneos

Este foi quadro do PIX em 31/01/2021:

  • 159,4 milhões de chaves, sendo cerca de 6 milhões de chaves Pessoa Jurídica
  • 65,5 milhões de usuários, totalizando 101 milhões de contas
  • 200 milhões de transações, sendo 138,8 milhões de transações entre pessoas físicas.

A partir de fevereiro, o Sem Parar passou a aceitar PIX para o pagamento das contas e para a recarga das contas pré-pagas, mostrando que a tendência é adoção deste meio de pagamento em diversas modalidades de serviços.

A próxima fronteira é a cadeia de pagamentos dos Arranjos Fechados, aqueles ecossistemas que envolvem fornecedores, seus clientes e os clientes dos clientes.

Nestes segmento, onde o maior volume de transações ainda acontece por meio de DOC, TED e boletos, a introdução dos pagamentos instantâneos provocará uma verdadeira revolução nos processos, permitindo uma integração praticamente transparente entre os sistemas financeiros e de logística. O impacto acontecerá nos custos financeiros das transações, mas também no tempo decorrido entre a confirmação do pagamento e a entrega dos produtos e serviços.

Em resumo, dinheiro e cheques ainda continuarão sendo utilizados como importantes meios e pagamento, mas seu peso relativo no volume global de transações tende a diminuir nos próximos anos, com a evolução e sofisticação dos pagamentos eletrônicos.

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